Capítulo I
Capítulo I
And Here I Dreamt I Was an Architect
— Você soube? — perguntou o assistente, com um jornal na mão e um olhar incrédulo por baixo dos óculos. — Do que?
— A Campeã da Liga Kanto foi encontrada morta ontem à noite, no meio da rua.
— Meu deus, que tragédia… — respondeu o Prof. Elm, lendo o artigo no jornal. — Suicídio?
— A polícia está dizendo que foi assassinato. — disse Gold, entrando no laboratório, com um sorriso no rosto. Entrou com os braços esticados. — Quanto tempo! — Abraçou Elm, e apertou a mão do assistente cujo nome ele nunca lembrava. Aquele lugar lhe trazia um gosto ruim na língua. Ali, naquele laboratório, tudo começara. Todos os sonhos que ele cultivou. Ele odiava aquele lugar, e de alguma forma, também odiava Elm. Claro, ele não deixava isso transparecer. Não seria bom para ninguém.
— Finalmente você chegou! Achei que só viria amanhã. Que bom que conseguiu um espacinho na sua agenda.
— É...
— Como vai a vida de Líder de Ginásio? — Gold deu de ombros com alguma hesitação, e murmurou “normal…”. Não quis dizer em voz alta. — Vamos, pro meu escritório. Temos algo a discutir.
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Elm se sentou atrás da mesa, em sua cadeira giratória. Atrás dele, os quadros com dizeres motivacionais pareciam emoldurar seu rosto pálido. Nas prateleiras, troféus de pesquisa, prêmios antigos de competições Pokémon e medalhas empoeiradas.
Gold se sentou diante dele. Um monitor impedia que um visse o outro completamente, e por isso Elm o afastou.
— Como vai a Crystal? — perguntou Elm, e sua calma escondia um nervosismo. Ele apoiou os cotovelos na mesa, e ajeitou o óculos mais uma vez.
— Bem. — respondeu Gold, encarando Elm nos olhos com um semblante completamente limpo, e seu rosto inteiro estaria relaxado se não fosse o sorriso que ele carregava no canto dos lábios. — Tenho certeza que você não me fez vir de Goldenrod para discutir sobre o bem-estar da Crystal.
— É. — Elm bufou.
Um silêncio quase constrangedor se instaurou ali, entre mestre e pupilo. Elm tinha dado a Gold seu primeiro pokémon, um Totodile, e o guiara durante toda a sua jornada por Johto, até a Liga Pokémon. Ele estava lá nas semi finais, quando ele foi derrotado por Silver. Agora, Gold era líder de ginásio. O líder de ginásio de Goldenrod, depois de Whitney ter se aposentado para morar em Kalos.
— Gold, você lembra de quando você derrotou o líder da Team Rocket e ele desfez a organização?
— Sim, o... Archer? Faz o que? Três anos? — Gold contemplou o passado com certa nostalgia. Disse como se não sonhasse com o rosto de Archer todas as noites. Com ele a um passo de jogar Crystal pela janela do último andar da Torre de Rádio de Goldenrod. Como se ele não pensasse naquele dia todas as vezes em que ele olha para seu antebraço com a cicatriz do Houndoom de Archer.
— Por aí. — Elm precisou parar para escolher bem as próximas palavras. — Ele… foi preso depois daquele dia.
— É, eu lembro das audiências, tá legal? Vai direto ao ponto!
— Gold, eu sei que esse é um assunto delicado pra você, mas…
— Para de enrolar, porra! Por que você me chamou? — Gold bateu com as mãos na mesa e se levantou.
— O Archer fugiu da prisão.
O tempo parou para Gold. Seu coração pulou três batidas, e o oxigênio parecia denso demais para que ele inalasse. Por algum tempo, ele não sentiu nada além da mais pura inércia.
— Você podia ter dito isso por telefone. — disse, quando recuperou a capacidade de fala. Seus olhos fitavam o quadro atrás de Elm: “Seu único limite é você” com a imagem de pidgeys voando sobre uma floresta no fundo.
— Eu achei que seria um assunto delicado e… não, você está certo. Eu devia ter dito isso quando te liguei. Mas tem um motivo para eu ter te trazido aqui. A Liga Pokémon desse ano vai aceitar Líderes de Ginásio Oficiais como competidores. Você poderia se tornar Campeão, Gold.
— Besteira. Eu não tenho nenhum interesse nisso. — Gold tremia. Sua voz, suas pernas. — Você também podia ter dito isso por telefone.
Ele saiu e bateu a porta atrás de si. Andou para o banheiro, trancou a porta e deixou suas costas escorregarem na parede até que ele estivesse em posição fetal.
E ele chorou. Aos dezessete anos, o líder de Ginásio mais jovem da história da Liga, considerado pela revista PoKéT um dos mais 10 mais promissores jovens de Johto, Gold chorou como uma criança. Ele manteve os soluços baixos, para que ninguém o ouvisse. Feraligatr saiu de sua pokébola e o abraçou, e Gold chorou em seu ombro.
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Skarmory voava como um campeão. Com Gold em cima dele, ele se sentia invencível. Eles sempre se deram bem, desde a primeira batalha juntos: contra Chuck, o líder de ginásio de Cianwood. Agora já fazem três anos, e Gold não o usa muito em batalhas. Na verdade, dificilmente Gold batalha. São poucos os treinadores que passam pela Ilex Forest, e menos ainda têm coragem de desafiar Gold.
Skarmory entende isso. Entende que Gold não é o mesmo adolescente cheio de adrenalina que tem uma urgência por batalhas, mas ainda fica triste por não poder batalhar tanto quanto gostaria. Ele sente falta de quando Gold era mais animado. Sente falta das semanas anteriores à Liga, anteriores a derrota de Gold em rede nacional. Sente falta de como seu treinador era nessa época.
Eles chegaram em Goldenrod pouco depois das três da tarde. Uma viagem bem rápida. O pokémon metálico pousou no telhado do Ginásio, e Gold o deixou esperando enquanto buscava seus materiais de limpeza para polir o metal de seu amigo. Enquanto estava ali, na cobertura do prédio, soltou os outros pokémon que faltavam. Octilerry, Ampharos e Feraligatr. Ele estava feliz por estar de volta à sua cidade, embora a notícia dada por Elm ainda perturbasse seus pensamentos. Ele constantemente se perguntava se deveria ou não contar à Crystal. Se ele já estava sofrendo, imagine ela. Archer fez muito mais mal ao psicológico dela do que ao dele.
Enquanto polia Skarmory, deixou esses pensamentos irem embora, como folhas que caem num riacho. Deixou a correnteza levá-los.
Depois, escovou o pelo de Ampharos e brincou de lutar com Feraligatr. Tudo parecia normal. Até um pouco mais feliz. Como se a notícia o tivesse feito reconhecer as pequenas felicidades.
E aí veio a tempestade.
— Meu deus, que tragédia… — respondeu o Prof. Elm
ResponderExcluirElm: poxa mas que pena ne kkkk bjs
E KANTO QUE SE FODA NE MEUS AMORES, ELM CAGANDO E ANDANDO PARA KANTO, SEGUE A ONDA
pena do assistente do Elm, vou chamá-lo de Davi
Ninguém gosta do Elm também, mas eu concordo, cara chato
sobre a Whitney, a vaca foi pro brejo // sdds malas da Crystal... oh wait, não estamos em Kazuo... ou será que estamos?
Feraligatr sensato, dando apoio ao seu amigo, por favor, humanos, ajam como o Feraligatr.
Gosto muito das metáforas do trecho final do capítulo, pelo que percebo, Gold e Crystal tem um trauma que de fato os mudou depois do contexto do Archer e tudo que aconteceu. Espero que o desenvolvimento deles os façam superar isso, aliás, Skarmory sentir falta do antigo Gold, mas respeitar e estar decidido a se manter do lado dele, é algo muito bonito, afinal, esse é o Gold atual, ele mudou e está tudo bem, é bom ver que não é cobrado a voltar a ser quem era. Analisando as relações com o time, parecem se dar bem.
c o n t i n u a
Eita, meu Deus! A Blue morreu, m-o-r-r-e-u to de queixou caído com isso, nunca imaginaria na minha vida a Blue morta. Depois nós temos o chatão do Professor Elm que dessa vez não quis dar um ovo Pokémon para o Gold, mas sim dar um noticia que com certeza o Gold gostaria de não ter ouvido, e os traumas as lembrças ruins voltavam a tona, o lado bom é que ele tens seus Pokémon que estão para ajuda-lo, o Skarmory senti saudades da época em que batalhava mas ele entendi a situação atual e o atual Gold, a equipe do Gold e ele o Gold tem uma ótima harmonia dá para ver a amizade de todos. Gostei muito desse capitulo desse clima tenso eu gosto de histórias assim e agora você me deixou bastante ansioso para ler os próximo capitulos.
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